Jaime Vieira apoia festivais em mais de 800 mil euros, alerta PS

PS Açores - Há 4 horas

O PS Ribeira Grande alerta para o facto de o novo elenco da Câmara Municipal da Ribeira Grande continuar a política avulsa no que diz respeito a festivais que são promovidos no concelho. Neste ano, trata-se de um montante superior a 800 mil euros só em transferências financeiras diretas, para além de todas as obrigações que o Município ainda tem a seu cargo para a concretização destes poucos eventos, que em alguns casos ascendem a quase 100 mil euros.

Segundo Lurdes Alfinete, Secretária Coordenadora do PS Ribeira Grande, “voltamos a assistir à distribuição abusiva e pouco criteriosa de dinheiro público por dois ou três eventos organizados por privados, com a agravante deste novo executivo nem tentar ser diferente ou de tentar seguir um caminho de transparência na distribuição do dinheiro público.

Lurdes Alfinete reafirma que “os festivais são importantes, o entretenimento é um caminho de aproximação de pessoas e uma maneira de dinamizar o tecido local. Ninguém é contra os eventos; aliás, o PS está na génese do Monte Verde, que se pode considerar o maior festival dos Açores. Mas a lógica do apoio não existe. Não seria de esperar que à medida que os eventos se vão consolidando, o apoio da autarquia diminua e não aumente como tem acontecido? Quem leva o dinheiro para casa?”, questiona Lurdes Alfinete.

O Secretariado socialista da Ribeira Grande considera importante esclarecer os Ribeiragrandenses sobre estes gastos, exemplificando: “não podemos aceitar que se apoie em quase 200 mil euros um evento de um dia e depois se dê um mísero apoio a outras entidades culturais do concelho, como filarmónicas, grupos de folclore, associações culturais, entre outros, que dinamizam a cultura nas 14 freguesias o ano inteiro.”

A socialista refere que é, ainda, tempo de rever o protocolo de colaboração: “não é aceitável que seja a autarquia, além do apoio financeiro que dá, a ter de pagar, por exemplo, as licenças de som e de música (SPA e PASS Music); os agentes da autoridade e bombeiros; licenças de outras autoridades; que tenha de assumir transportes, limpezas, maquinaria e colaboradores para montagens, entre outros. Esses encargos têm de estar do lado do promotor do evento, não dos contribuintes e têm de ser contabilizados.”

Lurdes Alfinete conclui, ainda, que “a autarquia tem de apoiar com critério e rigor os eventos de privados, que tenham um verdadeiro retorno para os Ribeiragrandenses que acabam por ser quem os paga e evitando as situações que aparentam falta de transparência e ilegalidade.”